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Por que FOMO não combina com Maternidade 

  Já ouviram falar em FOMO ( Fear of Missing Out) ou Medo do que está perdendo? Quem sofre de FOMO não consegue se entregar, se dedicar, ou se concentrar no que faz pois está constantemente preocupado com o que mais deveria ou poderia estar fazendo. 

Imaginem  a pessoa que se preocupa em estar presente nos encontros sociais e lugares que estão na moda. A pessoa  tem que estar por dentro de tudo, na spotlight. Aquele ou aquela que não perde uma festa, um evento, um churrasco, um pagode, um bloco de Carnaval. 

Virou mãe, e agora? FOMO afeta muita gente que nem imagina sofrer desse mal. A maternidade muitas vezes dá conta da FOMO, se um relacionamento estável já não deu a priori. A maioria das mães transforma FOMO em FOMB : Fear of Missing the Baby, ou, medo de sentir falta do bebê. 

Eu sou mãe FOMB. Admiro mães que voltam pro Pilates e pra mesa de um bar com a cria de poucas semanas, eu mesma nunca tive vontade. Isso não só por uma questão de escolha, e sim porque eu amamento em livre demanda e não me sinto bem deixando um bebê com a mamadeira e uma babá. Depois as mães não sabem porque seus bebês choram tanto! 

Brincadeiras à parte, a maternidade é assunto sério. Se você está preocupada com o Carnaval que vai perder no puerpério, se vai ficar uma ‘baranga’ no próximo verão, e quer deixar seu bebê de 2 meses com uma babá e uma mamadeira para passar um fim de semana com o marido em Miami, não se preocupe que FOMO tem cura. 

Antes de virar mãe me preocupava muito com a instauração de uma separação saudável entre mãe e bebê, mas achava que deveria acontecer muito cedo. A partir do nascimento! Agora vejo como um bebê, para se sentir seguro e ter suas necessidades supridas, precisa desse vínculo forte com a mãe. E que a separação se dá sim, claro, mas acompanhando a capacidade de mobilidade do bebê. Enquanto ele precisa de colo e não engatinha, nem fica sentado, o bebê realmente se sente melhor coladinho na mamãe. 

Quando começa a fase de descobrir o mundo por si só, o bebê que foi bem acolhido pela mãe não terá nenhuma dificuldade em tornar-se independente. Pelo contrário. Por ele se sentir seguro ele terá pilares mais sólidos para fazê-lo. Cabe a mãe incentivar a independência no momento certo para seu bebê. O vínculo afetivo será mantido, mas o vínculo físico fica cada vez menos crucial.  

Pense que ser mãe é uma experiência única. Seu bebê cresce e desenvolve a cada momento e as chances de a amamentação dar certo depende muito da sua presença. Seu bebê não vai ser assim para sempre. 
Seu sono vai voltar. Eu prometo. 

Aproveite esse momento. Esse vínculo mãe-bebê é tão especial e importante na vida de seu filho. Dedique-se. Entregue-se. Doe-se. Seu bebê vai ficar contente. Crie espaço para você, a mulher que ainda existe, aos poucos, sem pressa. Cada bebê e cada mãe no seu tempo. 

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Comemorando as rugas sozinha. Quem é mãe entende!

  Hoje completo 35 anos de vida. Parabéns pra mim. É pique. É leite. É fralda. Rá tim bum. Zzzzz. 

Os últimos aniversários tiveram tão pouca importância que eu poderia ter esquecido a data. Aniversário depois dos 30 é pura nostalgia, comemorar rugas pra quê?

Esse ano teve ainda mais uma mudança de paradigma. Quando meu companheiro perguntou o que eu queria de presente, eu respondi rapidamente sem pestanejar: “Quero ficar sozinha!”. Isso mesmo, SOZINHA no meu aniversário.  Quem é mãe em tempo integral vai se identificar com meu anseio por solidão. 

Abandonei a família em pleno domingo a tarde e fui para o SPA de um hotel no centro de Londres. Piscina, sauna, jacuzzi, hamman, body scrub, massagem de 50 minutos. Saí de lá me sentindo nas nuvens! 

Foi tão bom ficar comigo mesma, dedicar umas horas para mim, sem fazer nada, sem cuidar de ninguém, e sendo cuidada, que esse tipo de comemoração pode bem virar tradição de agora em diante.

 Esse ano foram apenas 4 horas de paz e relaxamento pois ainda estou amamentando. Quem sabe ano que vem não terei um fim de semana inteiro só pra mim, num hotel SPA? É pedir demais para uma mãe de gêmeas é mais uma? Não é não, eu mereço!

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365 dias de gêmeas e mais uma: um relato de sobrevivência

O primeiro ano de gêmeas e mais uma passou. Um verdadeiro marco. Eu sobrevivi ao ano mais desafiante, mais feliz, mais intenso, mais maluco, mais cansativo, mais gratificante, mais cheio de amor de toda minha vida.  O tempo passou voando feito um furacão, mas algo do que vivi ficará pra sempre registrado:

  • Eu pari gêmeas naturalmente após uma indução com 37 semanas.
  • Eu amamentei gêmeas  simultaneamente desde a primeira mamada.
  • Eu lidei com duas recém nascidas e os “terrible-twos” da mais velha ao mesmo tempo.
  • Eu acordei infinitas vezes na madrugada, ou melhor, eu não dormi nos primeiros meses de gêmeas.
  • Eu mal tomei banho.
  • Eu mal fui ao banheiro.
  • Eu quase enlouqueci e senti pena de mim mesma.
  • Eu sai de casa no inverno, sozinha, com as três, pra ir no parquinho.
  • Eu coloquei dois bebês  num sling e dei banho na mais velha, ou melhor, em nós quatro.
  • Eu me senti presa, acorrentada, espontaneidade saiu do meu vocabulário.
  • Eu inaugurei esse blog escrevendo com um dedo no iPhone enquanto amamentava simultaneamente, com a mais velha pendurada no meu pescoço!
  • Eu lavei quase 365 baldes de fralda de pano.
  • Eu fiz faxina na cozinha pelo menos três vezes por dia depois que as gêmeas começaram a comer.
  • Eu recebi visitas ilustres do Brasil, inclusive da minha avó. 
  • Eu quase abri a porta semi-nua pro entregador de compras.
  • Eu sai de casa com a roupa suja de golfadas e o cabelo despenteado inúmeras vezes.
  • Eu emagreci tudo que engordei na gravidez das gêmeas e mais um pouco. Eu comi muito chocolate, e pacote inteiros de biscoito.
  • Eu vi o seriado LOST por completo
  • Eu fiquei ansiosa pois pedi demissão no trabalho
  • Eu decidi me formar em Doula
  • Eu inventei formas de trabalhar em casa e retomar minha formação psicanalítica
  • Eu empurrei muito o carrinho duplo, super pesado, com um bebe no sling ladeira a cima.
  • Eu ferrei minha coluna e vivo dolorida.
  • Eu ganhei muitos fios brancos e com certeza algumas rugas
  • Eu esqueci de muita coisa, as vezes de mim mesma.
  • Eu senti raiva quando a rotina foi pro brejo
  • Eu gritei com a minha filha e me senti culpada
  • Eu deixei minha filha mexer no iPhone enquanto eu precisava de um tempo
  • Eu tive a sensação de que ia explodir
  • Eu dei um gato e agora só temos um bichano
  • Eu reduzi meus gastos pela metade e vivo uma vida minimalista
  • Eu contei com o apoio de amigas mamães empáticas 
  • Eu senti inveja de quem teve só um segundinho ( e não um terceirinho junto)
  • Eu senti orgulho da minha grande família 
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Amamentação Biológica : como otimizar a sua posição e a do seu bebê para o aleitamento. 

  

Nós sabemos que amamentar não é fácil. Mamilos feridos, seios empedrados, bebês com a pegada ruim, mastite, entre outras dificuldades, fazem parte da realidade de uma mãe no puerpério. 
Mas e se existisse um método mais natural, que otimizasse a posição da mãe e do bebê para que esse processo de aprendizado para ambos fosse menos sofrido?

Pois existe. Em inglês se chama Biological Nurturing, ou Laid Back Breastfeeding, termo cunhado pela Suzanne Colson, enfermeira obstetriz, consultora em lactação com 35 anos de experiência, e fundadora da La Leche League ( organização mundial de apoio à amamentação). A amamentação biológica, ou amamentação relaxada, é uma maneira da mãe ficar reclinada, quase deitada, com apoio de almofadas, e deixar o bebê procurar o bico do seio, seguindo seu instinto, como se estivesse deitado por cima de sua mãe.

Não existe uma forma correta, apenas o corpo do bebê deve estar em contato com o da mãe, e o bebê deve ficar nesse chamado “habitat mamífero” para liberar mais de 20 reflexos neonatais primitivos que agem como estimulantes a amamentação. O bebê, mesmo aquele que acabou de nascer, consegue se movimentar na barriga da mãe para alcançar o seio. 

  

Os benefícios são muitos, pois além de evitar desconforto para a mãe e dificuldades de pegada para o bebê, essa abordagem se utiliza dos reflexos de sucção inatos de um bebê e dos instintos maternos. A mãe simplesmente se “oferece” ao bebê de forma relaxada, ao invés de se preocupar em seguir uma técnica aprendida que muitas vezes não dá certo. Sabe-se que ao pensar, e seguir instruções, não estamos agindo de forma instintiva e intuitiva.

A amamentação biológica cria um ambiente repleto de oxitocina, o famoso hormônio do amor, aquele que ajuda o leite a descer e produz uma sensação de relaxamento na mãe. Nessas condições os reflexos do bebê e o instinto materno viram prioridade, e as chances do sucesso na amamentação são aumentadas.

Para mais informações visitem o site http://www.biologicalnurturing.com

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A capital do Reino Unido é cinza, fria e chuvosa. A criançada, mesmo assim, se esbalda. Afinal, como é ser mãe em Londres? 

  

Quando me mudei pra Londres do Rio de Janeiro, achava que a cidade não era legal para crianças. Minhas referências eram lugares cheios, dias frios, e falta de sol. Com o passar dos anos fui conhecendo o outro lado de Londres. Eu não tinha idéia do quanto a cidade oferece aos pequenos!

Realmente, comparado ao tipo de infância que tive é bem diferente. Eu cresci correndo na Pracinha Xavier de Brito, na Tijuca, em cima dos cavalinhos. Isso quando não estava na praia da Barra sendo esturricada pelo sol e tomando Chicabon. 
Minhas filhas são Britânicas como o pai e a infância delas, ainda que nem sempre ao ar livre, são repletas de atividades. Mas afinal, o que a capital do Reino Unido tem a oferecer às crianças?
A primeira coisa a dizer é o que a cidade oferece às mamães:
– A oportunidade de ir e vir com carrinho de bebê seja no ônibus ou no metrô. Nem todas as estações de metrô tem elevador por isso vale a pena programar bem o trajeto. 

– Poder empurrar o carrinho na calçada sem problemas. 

– Frequentar cafés e restaurantes com bebês e crianças que oferecem cadeirinha, cardápio infantil, banheiro com trocador de fraldas, sempre! Não posso falar das outras cidades do Brasil mas no RJ eu não consegui nenhum dos dois itens acima. 

Uma coisa muito muito legal em Londres são os “Childhood Centres” (Centros de Infância), locais que oferecem apoio, informações sobre desenvolvimento do bebê, grupos de brincadeira, leitura, aula de culinária, entre outros. Até capoeira e natação de graça no meu bairro tem. Eu frequentei o meu centro local desde que a minha primeira filha nasceu, no grupo de bebês. Fiz curso de massagem e oficina de primeiros socorros para bebês e crianças, gratuitamente. 

O que eu mais gostei de frequentar esses centros foi a oportunidade de fazer amizades com outras mamães vizinhas. Hoje eu tenho uma rede de apoio local. Tem mães do mundo todo em Londres, inclusive muitas brasileiras e aproveitamos para formar um grupo onde só falamos Português com a criançada bilíngue. 
Também existem as atividades pagas. Desde aulinha de música com violão Cello à grupo de jardinagem na reserva florestal. Tem yoga para bebês, babyballet, futebol para bebês que engatinham e ginástica ao ar livre para as mamães com bebês no carrinho. O que as vezes falta é disposição! 

As vezes o tempo em Londres não ajuda, como hoje por exemplo que está chovendo sem parar. Procura-se então lugares fechados bons para crianças: museus e galerias de arte com entrada grátis, que oferecem experiências educativas e culturais. São muitos. Meus lugares favoritos: Horniman Museum and Gardens, National Maritime Museum, Natural History & Science Museums, Childhood Museum. 

Quando faz sol um passeio bem legal é pelo Southbank. Você e sua cria podem passear pela beira do Tâmisa passando pelo Tate Modern, Southbank Centre ( no verão destaque para o chafariz e sandpit), London Eye, London Aquarium, olhando o Big Ben do outro lado. Eu adoro ver os artistas de rua e suas performances sempre inusitadas. 

No verão a gente aproveita muito os parques. São muitos em Londres. A grama sempre verdinha e limpa. Piqueniques sempre bem vindos. Alguns têm até piscininha gratuita. E se em algum lugar tiver chafariz pode ter certeza que as crianças caem dentro de roupa e tudo. Recentemente minha filha de 2 anos insistiu em ficar pelada nas águas da Somerset House, um centro cultural bacanérrimo em Aldwich. Ninguém se incomodou. 
Se você mãe ainda não se cansou só de pensar em tanta atividade, existem ainda as “City Farms” (Fazendas na Cidade). São fazendinhas mesmo, no meio de Londres, com porcos, vacas, galinhas, cabras, e ovelhas. Destaque para a Mudchute Farm que tem vista para os prédios de Canary Wharf. Vale a pena conferir!
Se você conhece algum lugar incrível para crianças em Londres que eu deixei de fora por favor escreva um comentário! 

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Minhas filhas não tomam banho todo dia! Confissão de uma mãe brasileira se adaptando à cultura inglesa. 

  
Que atire a primeira pedra quem nunca pulou um dia de banho em seus filhos. Tá frio, não saiu de casa, banho pra que? Na casa da mãe Juana as crianças tomam no máximo três banhos por semana. Daqueles de banheira com espuma. Uma farra as três dentro da banheira. Difícil é a logística pós banho. Dá muito trabalho! 

Quando a minha primeira filha nasceu eu estava louca pra dar o primeiro banho nela. Mas não deixaram! Vestiu a primeira roupinha e ainda estava com um craca branca e vermelha grudada no cabelo pois só tinha sido enxugada com uma toalha.

No dia seguinte lá fui eu toda animada encher a banheirinha com o termômetro de florzinha para o seu primeiro banho. Foi até filmado. Tudo lindo. E assim continuamos com o banho diário. Mesmo no inverno. Fazia parte da nossa rotina. Depois do banho, uma massagem. Fiz até curso. Muito mimadinha essa minha primogênita. 

Aqui no Reino Unido os bebês não tomam banho logo que nascem. Eles pedem pra esperar no mínimo 24hs para não correr o risco de baixar muito a temperatura do bebê. A recomendação inclusive é esperar o umbigo cair pra dar banho! Imaginem só!

Quando as gêmeas nasceram também não tomaram banho. A nova realidade de mãe de três menores de dois anos fez com que o primeiro banho delas acontecesse só depois do umbigo cair mesmo. Quando completaram um mês teve o banho de mesversário. Uma depois da outra. Não teve vídeo nem massagem dessa vez. Tudo na maior correria. 

Continuei fazendo o que chamam aqui de “Top and Tail” que significa lavar as partes do bebê com uma esponja molhada, ou algodão. Não é que você não limpa a criança, apenas faz o banho de gato. Esse banho de gato salvou minha vida. A mais velha começou a ter umas bolinhas na pele – keratose follicular- e o médico mandou reduzir o uso de sabão. Com isso o banho de gato começou a funcionar bem aqui em casa pra todo mundo. Até pra mim! 

No Rio de Janeiro, de onde venho, era impossível ficar sem banho. As vezes era necessário mais de um por dia. A gente sai de casa praticamente pelado, de chinelo que deixa o pé preto, fica suado, e ainda vai à praia quase todo dia. Me lembro de uma amiga de infância que quando ligava pra casa dela ela estava sempre no banho. Eram uns cinco por dia. Beeeem diferente daqui. 

Eu sempre achei falta de banho sinônimo de porcaria. Depois de quase uma década fora do Brasil e pensando sobre essa diferença cultural, eu acho que quando você mora num país predominantemente frio, onde sua pele está sempre coberta por roupas e sapatos fechados, não sua, e não se suja, o banho diário se torna supérfluo, ainda mais no inverno. Tem a questão também da água ressecar a pele, ainda mais acompanhada de uso de sabão ( em inglês http://dermatology.about.com/od/skincare/f/water_dry_skin.htm). Portanto concluí que não é porcaria a falta de banho, apenas diferentes hábitos de higiene que correspondem às necessidades climáticas do local.